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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Levantamento realizado pelo CRF-SP mostra que MIPs sob responsabilidade do farmacêutico apresentam resultados positivos.
São Paulo, 27 de junho de 2012.
Dando continuidade ao levantamento realizado pela fiscalização do CRF-SP, em abril de 2012, em 1.442 farmácias e drogarias, demonstrou que 74% destes estabelecimentos mantêm os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP) com acesso restrito (atrás do balcão), e entre aquelas que mantêm o MIP no autosserviço, 87% destes produtos estavam disponíveis para o consumidor sem bula, o CRF-SP fez um novo levantamento – agora com os farmacêuticos – sobre o comportamento observado pelos usuários de MIP.
A equipe de fiscalização do CRF-SP questionou 638 farmacêuticos de todas as regiões do estado de São Paulo onde a maioria, 70%, afirmou ter percebido uma alteração no comportamento dos usuários os quais passaram a adquirir apenas os medicamentos que realmente necessitam, ao contrário do que ocorre muitas vezes quando o MIP está no autosserviço e é adquirido por impulso.
Essa mudança de comportamento foi observada com o advento da RDC 44/09 e a IN 10/09 - que determinam que os MIP fiquem fora do alcance do paciente (atrás do balcão), pois o estudo foi realizado em estabelecimentos que passaram a atender essas normas (isto é, mantêm os MIP atrás do balcão).
O levantamento apontou também que, mesmo fora do autosserviço, a maioria dos pacientes, 90%, adquire MIP em blister, contrariando informações que, após a restrição de acesso dos MIP, houve aumento da comercialização destes medicamentos em embalagens mais caras (caixas). Ressalte-se que quando o medicamento é vendido somente em blister, normalmente não é acompanhado de bula. Isto comprova que sua dispensação deve ocorrer pelo farmacêutico, pois é a única maneira de garantir asorientação para o uso correto.
A maioria dos farmacêuticos, 80%, considerou que a manutenção do MIP fora do alcance dos usuários favorece a possibilidade da orientação pelo farmacêutico, o que contribui significativamente para a redução da automedicação, permitindo que o paciente tenha acesso a informações sobre o medicamento.
Assessoria de Comunicação CRF-SP
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